4 mitos sobre a Previdência Privada

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Em minhas conversas com clientes e com profissionais do mercado financeiro, tenho notado que ainda há certa resistência em relação aos fundos de previdência. É verdade que esta vem diminuindo já que a categoria tem apresentado captação recorde nos últimos anos.

De qualquer modo, os argumentos contra costumam ser muito insipientes, como:

  • os fundos são caros;
  • previdência não rende;
  • consigo aplicações melhores em outro lugar;
  • se eu investir em previdência terei que me aposentar pela previdência;
  • Tesouro Direto é melhor;

Entre muitos outros argumentos repetidos sem uma análise mais criteriosa.

Acredito que a diversificação é muito importante. Não só entre classes de ativos, mas também entre diferentes veículos e produtos de investimentos.

Ter na sua carteira fundos, ações, títulos de renda fixa, COEs, fundos de previdência, debêntures, etc., traz um grande benefício ao investidor, já que cada um deste produtos tem características específicas que podem ser positivas em determinados momentos de nossas vidas financeiras.

No caso específico dos fundos de Previdência Privada, acredito que este preconceito se deva à dois motivos principais:

  1. falta de informação qualificada;
  2. a forma como esses produtos eram comercializados num passado bem recente, com taxas de administração caríssimas e taxa de carregamento mais cara ainda.

Felizmente, a situação mudou muito nos últimos anos e a tendência é de ser melhor ainda no futuro. Há um movimento claro de mudança tanto na estrutura do produto quanto na forma como os profissionais do mercado financeiro passaram a distribuir estes produtos.

Neste texto vou me concentrar em quatro grandes mitos sobre o assunto:

1 – Os fundos de previdências são ruins ou mal administrados

Foi-se o tempo em que fundos de previdência com renda variável eram apenas fundos caros que compravam LFT e indexavam o restante da carteira ao Índice Bovespa.

Há um movimento muito claro de entrada de grandes gestores de renda variável, renda fixa e fundos multimercado entrando no segmento Previdência Privada. Grandes casas administram cada vez mais fundos de previdência. As seguradoras independentes têm funcionado como verdadeiras plataformas que permitem o acesso do pequeno investidor à grandes gestores de fortunas.

Além disso, há uma tendência de modernização da legislação da SUSEP em relação à flexibilização das regras de gestão dos fundos de previdência. Isso já vem permitindo aos gestores poderem executar melhor suas estratégias dentro destes veículos.

2 – Fundos de previdência são caros

Não se engane!

Ainda existem fundos bem caros e que cobram a terrível taxa de carregamento de entrada. Fuja deles.

Você tem ótimas opções de fundos com taxas de administração justas, sem taxa de carregamento, geridos por gestores renomados por um investimento mensal baixo. Vale a pena procurar opções fora de seu banco. Economizar, neste caso, é um ótimo negócio.

3 – Os fundos de previdência rendem pouco, consigo rentabilidade melhor em outro lugar

Aqui se faz necessária uma análise mais profunda já que devemos comparar coisas iguais ou, pelo menos, similares.

Em primeiro lugar, compare fundos de previdências com títulos ou outros fundos de classes similares: renda fixa com renda fixa, multimercado com multimercado, inflação com inflação. Isso é básico para qualquer comparação entre diferentes ativos.

Outro ponto bem importante que poucos levam em consideração, no entanto, são as vantagens tributárias de se investir via fundo de previdência privada.

Estes fundos não tem a incidência do come-cotas, imposto semestral que incide sobre fundos de renda fixa e multimercado “convencionais” e diminui consideravelmente a rentabilidade líquida destes, já que, na prática, você antecipa imposto e vê seu patrimônio rendendo sobre um montante menor todo semestre.

Isso tem um impacto considerável no efeito dos juros compostos no longo prazo. Outro ponto também muito importante é que a parcela do seu capital que esteja investida há mais de dez anos, caso opte pela tabela regressiva, será tributada em apenas 10% e não 15% como nos demais investimentos.

4 – Uma vez estando na previdência privada, preciso me aposentar pela previdência privada

Os fundos de previdência privada são veículos de acumulação patrimonial pelos quais você tem a opção de transformar este patrimônio em renda. Veja bem: a opção.

Você não é obrigado a transformar seu patrimônio em renda. Você pode resgatar os recursos quando bem entender e da maneira que quiser, ou seja, pode fazer um resgate único total ou resgatar aos poucos.

Mais ainda, você pode nem resgatar nem transformar o patrimônio em renda.

Como os fundos de previdência não entram no processo de inventário, alguns investidores utilizam estes fundos como instrumento de planejamento sucessório. Em resumo, o recurso é seu e você tem grande liberdade em como o utilizará.

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Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Diretor Técnico

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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